Autor: dzabot | Postado em Blog, Ideias | Nenhum comentário
01
09
2011

Pra Frente Brasil
Copa de 1970 – Noventa milhões em ação! Pra frente Brasil, salve a seleção! Apenas quarenta anos após somos cento e noventa milhões. Nos próximos quarenta anos deveremos incorporar mais trinta milhões de almas.
Além do consumo os atuais e estes novos moradores, precisam de educação, segurança, transporte, saúde e também precisam estar inseridos no mercado de trabalho. Enfim muito do que ainda não dispomos atualmente para os cento noventa e milhões. Continuamos atrasados para os atuais e não estamos fazendo muito para nos preparar para chegada dos futuros Brasileiros.
Os Governos Federal, Estadual e Municipal pouco estão fazendo para se adequar as demandas atuais e futuras. Estamos na contra mão da história, muito parecido com o modelo social agonizante de grande parte da Europa.
Por aqui tem setores pensando em reduzir a jornada de trabalho, aviso prévio de 90 dias, aumentar a licença maternidade, tudo isto me parece socialmente interessante, mas alguém tem que pagar estes benefícios. Esta semana o Governo Federal anunciou que vai guardar ridículos R$ 10 bilhões, enquanto que só de juros mensais pagamos R$ 14 bilhões de uma dívida interna avaliada em R$ 1 trilhão e 800 bilhões de reais. Vez por outro ainda se ouve congressistas argumentando a necessidade de aumentar impostos.
No Brasil os custos de empregar são elevados, a carga tributária elevada, falta de infra-estrutura para produzir, alie-se a isto tudo o elevado custo da máquina pública e o baixo nível de investimento produtivo, o alto endividamento dos governos e o crescente nível de endividamento dos brasileiros, a evasão de empregos causados pelo outsourcing (importações brasileiras), são todos ingredientes de uma receita muito cara cuja conta virá para todos os brasileiros no futuro.
O que a iniciativa privada pode fazer?
Investir em eficiência: processos, redução de custos, eliminação de não conformidades, aumento da produtividade, redução de desperdício, logística, capacitação da mão de obra que põe a mão na massa. Investir também em eficácia: Identificar e despertar necessidades nos consumidores e tecnologia que agregue valor aos produtos e serviços fazendo disto um diferencial no mercado.
Fazendo tudo isto muitos produtos brasileiros ainda assim, não são competitivos com os importados, principalmente chineses. Nem um investidor “rasga dinheiro” e o previsível acontece, a substituição da produção local pelos importados. Outro dia falava com empresário um do setor têxtil, de uma empresa brasileira com mais de 50 anos, que me confessava preocupado pelo fato dos importados já estarem representando sessenta por cento do seu faturamento anual.
A competitividade é salutar para o mercado consumidor, mas quando as regras do jogo são iguais. Neste caso começa o campeonato de futebol e bem na hora de entrar em campo damos havaianas para o nosso time.
Estamos exportando produtos primários. Em 2010 nossa exportação concentrou-se 95% nas grandes empresas e mais de 60% de produtos primários, por outro lado estamos importando de forma crescente manufaturados de valor agregado, que compete diretamente com a média, pequena e micro empresa. Estamos produzindo fora porque é semelhante e mais econômico, estamos exportando oportunidades e empregos. Tudo por conta da nossa falta de competitividade. Não existe jantar de graça alguém sempre paga a conta, neste jantar quem vai pagar a conta não está sentando-se à mesa.
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César Zabot
Consultor
Zabot.Cesar@d3c.com.br